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25 de setembro de 2019

Educação Ecológica

No mesmo fim de semana em que jovens de diversas partes do mundo tomaram as ruas para expressar suas preocupações e pressionar os governos e cidadãos a respeito das mudanças climáticas e contra os modelos exploratórios que devastam o equilíbrio da natureza, grupos de alunos do Colégio Santo Agostinho – Contagem vivenciaram experiências significativas de conexão com a natureza e tomada de consciência sobre essas questões.

No Acampa Gaia, imersos na metodologia do escotismo, os estudantes sentiram-se integralmente conectados: entre eles mesmos (nas diversas experiências e tarefas de grupo – desde o preparo do alimento, construção de barracas, organizar espaços e dinâmicas) e com a natureza (caminhadas, dormir a céu aberto, observação astronômica, alimentação saudável e orgânica), possibilitando uma experiência transcendente e de sentido amplo, de harmonia e integração ao todo, à vida em suas muitas formas, fragilidades e beleza.

Já a visita à aldeia Naô Xohã, no distrito de Brumadinho, possibilitou aos estudantes o contato e o diálogo com povos originários do Brasil – os índios pataxós, com seus cantos, tradições, vestimentas, cultura. Sua vida está organizada em constante interdependência em relação à natureza: o consumo da água, a produção alimentar, lazer, moradia, tudo isso é construído considerando os ritmos e possibilidades que o próprio ambiente determina. Os pataxós compreendem que a natureza é a “casa comum”: é possível utilizar os recursos que a terra oferece sem, contudo, devastá-la. Cuidar da terra é garantir amplamente a continuidade da vida.

Experiências como essas nos dão o sentido de "sermos terráqueos": humanos, planeta, animais fazemos parte de uma existência partilhada e comum. Uma educação ecológica é necessária e cada vez mais urgente - ela nos trará a compreensão e a lucidez do que é preciso fazer e mudar para garantir a vida e os direitos das próximas gerações na Terra. 

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