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02 de julho de 2019

Como uma formação humana, ampla e integral permite, na prática, ampliar o olhar para além da sala de aula.

Ana Luiza, Lucas e Ana Carolina são estudantes da terceira série do ensino médio do Colégio Santo Agostinho – Contagem e estão na escola desde a educação infantil. Podemos dizer que eles são a síntese de uma formação humana e integral. 

Além de apaixonados por História, disciplina ensinada pelo professor Robinson Alves, eles fazem parte, desde muito cedo, do grupo de dança Sarandeiros, um projeto que valoriza a cultura nacional por meio da tradução artística das manifestações populares brasileiras. Os três também se envolvem ativamente nos projetos que a escola oferece e se consideram ativistas em prol das causas universais, característica amplamente promovida pelas diversas atividades extracurriculares do Colégio.

Foi essa inquietude pelo conhecimento que os levou a participar, desde o início do ano, da 11ª Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB). A competição é um projeto de extensão da Universidade Estadual de Campinas - Unicamp, que neste ano atingiu o recorde de participantes com 18,5 mil equipes e um total de 73 mil inscritos.


Uma jornada do conhecimento com influências interdisciplinares


Após passarem pelas etapas iniciais, todas online, a última fase classificatória da competição lançou um desafio. A proposta da tarefa foi construir uma breve biografia de um personagem de relevância regional, que a história dos tradicionais currículos escolares não contemplaria e que fosse um "excluído da história", apesar da grande importância local. Após visitarem a comunidade quilombola dos Arturos, localizada em Esmeraldas, município vizinho à Contagem, eles escolheram o benzedor Mário Braz da Luz, de 86 anos, patriarca da comunidade associada ao congado e à cultura africana.

 

“Poder conhecer a história do Seu Mário nos fez perceber que a formação humana e acadêmica que temos nas diversas atividades da escola se completam e nos despertam para que, na prática, entendamos a importância da diversidade cultural na construção de um mundo justo”.

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Ana Luiza, Lucas e Ana Carolina


Orientados pelo professor Robinson, o texto apresentado pelos estudantes fez uma bonita conexão entre o último Arturo vivo da primeira geração desta comunidade, a religiosidade e a prática popular da benzeção. Os conhecimentos e as experiências dos muitos anos de Colégio foram aplicados na construção de ideias e resolução de questões sobre situações sociais e políticas diversas, o que ampliou o olhar deles para além da sala de aula.

 

 “Uma educação ampla e integral permitiu a apuração da sensibilidade do olhar para o respeito e a solidariedade”.

Robinson, professor de História
Robinson, professor de História do Colégio


Foi com muita alegria que, na última semana, a equipe “Ativistas Universais” recebeu a notícia de que o trabalho desenvolvido por eles foi um dos mais bem avaliados. Eles estão classificados para a fase final da 11ª ONHB que será realizada, presencialmente, nos dias 17 e 18 de agosto, na Unicamp. O resultado é uma evidência concreta dos frutos da pedagogia agostiniana. A formação humana e integral colocada em prática para a sensibilização e transformação da sociedade.

Parabéns, Ana Carolina, Ana Luiza e Lucas! 

 

Conheça o texto produzido pelos estudantes para a última etapa classificatória da ONHB.

página 1 da revista com texto sobre benzeção

página 2 da revista com texto sobre benzeção

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